História do Polo Joalheiro

A história do polo joalheiro de Limeira: de oficina a capital nacional

De João Martins Cardoso, imigrante português que abriu oficina nos anos 1930, à Lei Federal 13.610/2018: a história por trás do polo joalheiro.
A história do polo joalheiro de Limeira: de oficina a capital nacional

A história do polo joalheiro de Limeira tem um nome de origem que aparece com frequência em reportagens locais sobre o setor: João Martins Cardoso, imigrante português que chegou à cidade sabendo o ofício da ourivesaria e, na década de 1930, montou sua própria oficina.

A primeira grande fábrica

Segundo reportagens locais sobre a história do setor, João Martins Cardoso fundou em 1938 a Joias Cardoso, que se tornaria a maior empresa do ramo no país na época, chegando a mais de 100 funcionários. Ao lado do filho, Eduardo Urbano Cardoso, ele passou a desenvolver ferramentas próprias para dar escala à produção, que até então era inteiramente manual. É esse salto, de oficina artesanal para produção em série, que muitas histórias do setor apontam como o marco inicial do que Limeira se tornaria décadas depois.

A crise que criou uma oportunidade

Nos anos 1960, o Brasil viveu um período de instabilidade econômica combinado com alta constante no preço do ouro. O resultado foi um duplo movimento: a joia tradicional em metal nobre ficou mais cara e menos acessível, enquanto crescia a procura por alternativas mais baratas, as joias folheadas e bijuterias. Foi esse deslocamento de demanda que preparou o terreno para o que aconteceria duas décadas depois.

Os anos 1980 e a virada industrial

O período mais citado como o real início do polo industrial que existe hoje é o começo dos anos 1980. Limeira, até então uma cidade de economia predominantemente agrícola, passou a diversificar sua base econômica. Pequenas empresas familiares, motivadas pelo crescimento da demanda nacional e internacional por semijoias, começaram a surgir, crescer e se consolidar, formando aos poucos o encadeamento produtivo que caracteriza a cidade até hoje: fabricantes de peça bruta, prestadores de galvanoplastia, distribuidores e lojistas concentrados numa mesma região.

Reconhecimento oficial

Décadas depois desse processo, o reconhecimento veio na forma de lei: a Lei Federal nº 13.610, sancionada em 10 de janeiro de 2018, deu a Limeira o título de Capital Nacional da Joia Folheada. Cobrimos os números e a estrutura atual desse polo com mais detalhe no post Limeira, Capital da Joia.

Fontes:

Escrito por

Redação Capital da Joia

Time editorial do Capital da Joia, dedicado a cobrir o mercado de joias, semijoias e bijuterias de Limeira: da história do polo joalheiro aos guias práticos para quem vem comprar direto da fábrica.

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